Apresentando o Sânscrito

   

Sânscrito é a língua erudita da Índia, a língua da História, da Religião, da Filosofia, bem como da Literatura e da Ciência clássica. Tudo que se possa conhecer sobre a Índia passa pelo Sânscrito. A Índia é o Sânscrito e o Sânscrito, a Índia. É a linguagem unificadora da Índia, trazendo-nos e levando-nos a tempos imemoriais, apresentando, hoje, os ideais firmados pelos veneráveis (sábios). O Sânscrito se acha nos rios, nas montanhas, nas florestas, nas cidades da Índia. Encontra-se nos deuses, nas orações, nos rituais, na música. Embora não seja uma língua falada, ela é viva porque se trata de uma língua de cultura. Ainda hoje é pesquisada, recitada, estudada, cantada, lembrada.

foi o importante gramático indiano que possibilitou o uso do Sânscrito sem, contudo, torná-lo uma língua falada, sujeita a transformações. Através de sua obra — —, construiu a estrutura completa da linguagem sânscrita, dando uma detalhada teoria científica de fonética, fonologia e morfologia. Com , o sânscrito, até então chamado védico, adquiriu sua forma clássica. nasceu em , no Vale do rio Indus (atual Paquistão), entre os séculos V e VI a.C

É dito pela tradição védica que existiram as seguintes gramáticas até : , , , , , , e , o que se comprova através das citações em diversos textos védicos e do próprio . Somente essas gramáticas, incluindo a de , possuem o status de , pois foram concebidas diretamente do texto védico.
Vários gramáticos que vieram após escreveram Comentários () para a obra , facilitando a sua compreensão, já que está escrita em forma de , o que a torna ininteligível sem tal ajuda. No séc II a.C., Patañjali escreveu o . No séc VII d.C., e escreveram o , compôs a grande obra . , discípulo de , elaborou a obra chamada .

Foi somente com a descoberta do Sânscrito e da obra de que o Ocidente desenvolveu a linguistica, no século XIX.

Segundo Patañjali, o sânscrito surgiu na região , entre os rios Indus(Sindhus) e Ganges, limitada ao norte pelos e, ao sul, pela cadeia de montanhas (centro da Índia). Pesquisas científicas recentes,apoiadas na mais moderna tecnologia e satélites da NASA estão demonstrando que exatamente nesta área, região noroeste da Índia, existiu ao Civilização Sindhu-Sarasvati, berço do Veda e do Sânscrito.

Nesta região exixtiu também o rio considerado o maior rio sagrado da Índia, Seco em 3000 a.C. em virtude de acomodações do solo do subcontinente indiano e do desvio da rota de rios que o alimentavam. O rio deu origem ao culto à deusa pelo povo que vivia às suas margens. — Deusa do Conhecimento — é identificada com o som, a palavra. Sindhu-Sarasvati,Civilização Harappyana ou Civilização Védica) As inscrições dos selos () encontrados nesta região , provavelmente, demonstram a origem da escrita (escrita sânscrita).

O norte foi o lar do Sânscrito, mas ele dominou todo o território indiano por sua grandeza, pureza e força, vencendo todas as influências com que deparou, como as línguas (populares, faladas) e as línguas de povos invasores No sul da Índia, cujas línguas são de origem dravidiana, a região Tamil Nadu teve um importante papel na valorização do Sânscrito e da cultura védica por meio de seus reis que começaram a patrocinar o estudo do Sânscrito, visando a aquisição do conhecimento védico.

O Sânscrito, ou melhor, , significa a “linguagem bem feita”. A palavra é composta do prefixo “sam” (adequado, bem, perfeitamente) e de “” (particípio passado do verbo – fazer) e significa, portanto, “aquilo que é bem feito”. É também chamado – “a linguagem resplandecente” ou, popularmente, a “linguagem dos deuses”. Sua escrita é denominada (escrita resplandecente ou a escrita da cidade dos deuses)

, é a linguagem que junto com a tradição de ensinamento mantida pela linhagem de mestres , constituem os pilares da preservação do conhecimento mais precioso que o homem pode almejar –a busca da compreensão de sua Verdadeira Natureza!

OM Saudações para aqueles que constituem a Linhagem do Conhecimento do Som!
Saudações para aqueles grandiosos (mestres) !
Saudações para todos os Mestres!

Saudações e agradecimentos aos meus mestres aqui e agora:
Roberto Menkes ,que me apresentou os primeiros ensinamentos de Sânscrito,
Gloria Arieira,com quem aprendi e me desenvolvi significativamente no conhecimento do Sânscrito, e
Arthur Peres , que complementou meus estudos.

 


Annabella Magalhães